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27/06/2019 - Consciência Sistêmica

Constelador da Consciência Sistêmica e a Epigenética – Os Novos Paradigmas de Saúde e de Cura

Por: Dr Fernando de Freitas

Você ainda não conhece a evolução da genética que está revolucionando a medicina e a psicoterapia?

      O conhecimento da epigenética está mudando radicalmente a forma como compreendemos as doenças e os comportamentos humanos.

      Em breve nós veremos novas formas de tratamento de câncer, doenças autoimunes, depressão, psicose e muitas outras enfermidades que trazem tanto sofrimento aos doentes e seus familiares.

      Na minha jornada profissional de cura das doenças, que se iniciou em 1975 quando entrei na Escola Paulista de Medicina (atual UNIFESP), eu participei de muitas mudanças na forma de ver a doença, o doente, o médico, a medicina e a saúde.

      Os conhecimentos científicos de várias áreas trouxeram uma luz capaz de revelar muitos fenômenos que os profissionais conheciam, mas não tinham como explicar. A física quântica foi uma delas. E agora surgiu uma nova ciência que quebrou muitos paradigmas e traz uma percepção da vida que derrubará muitos dogmas na área da saúde e no relacionamento humano – a epigenética.

      Você ainda acredita que é um ser isolado, “dono” da sua própria vida, e que suas escolhas vêm apenas da sua mente e só afetam a você mesmo?

      Você ainda não descobriu que está profundamente conectado com o mundo que o cerca no presente?

      Você sabia que seu corpo e sua mente foram afetados pelas experiências de vida de várias gerações familiares do passado? E que hoje você é a ponte que vai determinar se as próximas gerações serão mais saudáveis ou mais doentias?

      Você ainda não sabe que tem o poder de fazer mudanças em si mesmo, na família e em todos os níveis de relacionamentos no presente e no futuro (na sua própria vida e na dos descendentes)?

      Você tem um enorme poder de transformação que está aprisionado nas suas crenças mentais. É a sua interpretação da vida que cria a sua ilusão de mundo.

A grande questão é:

Como você desenvolveu essa interpretação? Se você a mudar, tudo se transformará na sua vida.

      Onde você começou a existir como ser humano? Como a vida se conectou a você? Você já se perguntou isso? Afinal, o que é a vida e qual é a sua relação com ela?

      Todas essas questões nortearam grandes pesquisadores em várias fases do conhecimento. O grande objetivo é encontrar bases de compreensão do ser humano e identificar as causas do sofrimento humano e descobrir formas de tratamento.

Vou resumir didaticamente em 3 etapas:

  1. A psicanálise, no início acreditava que o ser humano era uma tela em branco ao nascer, que as experiências infantis determinariam como a pessoa estruturaria sua mente e a importância dos fenômenos inconscientes que causam as doenças físicas e mentais. Aqui a origem dos problemas ficou determinada no período da Infância.
  2. Depois foi vista a importância do mundo intra-uterino e que o campo emocional materno era fundamental no desenvolvimento da estrutura corporal, seus órgãos e seu funcionamento. Francis Mott elaborou a teoria dos 3 tipos de afetos intra-uterinos que influenciam as 3 camadas germinativas:

        - Afeto da Pele Fetal - Ectoderma;

        - Afeto Cinético - Mesoderma;

        - Afeto Umbilical - Endoderma.

Então a origem dos problemas se estabeleceu no período da gestação.

  1. Teoria Sistêmica Familiar elaborada por Bert Hellinger, que com a utilização da técnica da constelação sistêmica, revelou que os emaranhamentos familiares de gerações anteriores, agem nos descendentes. Assim as tragédias, conflitos e segredos familiares deixam marcas profundas que, se não forem solucionadas, passam para as próximas gerações.

      Esse nível de consciência está na essência da pessoa, mas não na sua mente. Agora a origem dos problemas está nas gerações anteriores, antes da existência do indivíduo.

      Na evolução do conhecimento humano há uma característica interessante que é a percepção das dinâmicas antes da comprovação científica. Isso ocorreu com o médico húngaro Ignaz Semmelweis (1818 - 1865) quando descobriu que as mãos contaminadas dos médicos causaram a morte de milhares de mães no trabalho de parto dentro do Hospital Geral de Viena. Ao instituir a obrigatoriedade de lavar as mãos antes dos procedimentos médicos conseguiu bloquear o altíssimo índice de mortes. Mas isso não foi o suficiente para convencer os profissionais da época. Ele foi ridicularizado, atacado, excluído do hospital e, por fim, internado em um manicômio. Somente quando Louis Pasteur descobriu os micróbios com o microscópio, após a morte de Semmelweis, é que sua descoberta e o procedimento foram aceitos pela medicina e abriu o campo das doenças contagiosas.

      Outro fato mais recente ocorreu com Einstein, que afirmava que a luz fazia curva sob o efeito da gravidade e que só foi comprovado com o estudo da luz das estrelas, que eram afetadas pelo sol durante um eclipse total. Outra afirmação dele só foi comprovada quase 100 anos depois: as ondas gravitacionais (distorção do espaço/tempo) por meio da Interferometria a Laser e que vai levar a uma nova era na astronomia e cosmologia.

      É claro que os adeptos do cientificismo fizeram o mesmo com os conhecimentos descobertos nas três fases que descrevi acima. Mesmo com resultados evidentes que até São Tomé seria capaz de ver e crer, a desqualificação das abordagens impediu que muitas pessoas se beneficiassem dessas técnicas.

      Aí chega a epigenética e traz a comprovação científica de tudo que os mais ousados e que estão comprometidos com inovação e soluções já sabiam e utilizavam.

      Depois do fracasso do Projeto Genoma, em detectar os supostos genes responsáveis pelas diversas doenças, os geneticistas seguiram por outro caminho. Já estava muito claro a diferença entre genótipo e fenótipo (que é o genótipo sob a influência do meio ambiente). O que não se sabia era como isso acontecia. O que a epigenética revelou foi que os genes podem se expressar ou não. Portanto, não é a simples existência do gene que define sua atuação. Existem múltiplos mecanismos epigenéticos que tem o poder de bloquear ou permitir que a célula leia o código genético. Isso pode ocorrer com todos os genes: doentios ou saudáveis.

      Por exemplo, existe um gene no ser humano que tem a função de suprimir tumor. Sua função é proteger o organismo do desenvolvimento do câncer. Se esse gene estiver metilado, o organismo fica vulnerável ao desenvolvimento da doença. Hoje já existem vários pesquisadores buscando meios para manter esse gene ativo. Você consegue imaginar o avanço que ocorrerá na oncologia?

      Os mecanismos epigenéticos são determinados por tudo que afeta profundamente o indivíduo. A natureza desenvolveu recursos impressionantes para aprender com as experiências, compartilhar com outros elementos e passar para as próximas gerações.

O que os pesquisadores já descobriram, pode ser resumido em 4 dinâmicas:

  1. Herança Epigenética - Os gametas (espermatozóide e óvulo) carregam o código genético e os mecanismos epigenéticos das experiências do indivíduo e de várias gerações anteriores. Assim, as tragédias familiares continuam atuando enquanto não forem identificadas e tratadas. A mente pode não ter qualquer consciência dos fatos, mas o corpo está em contato direto com a história e as consequências. Por isso recebemos dos nossos pais e passamos para os nossos filhos.
  2. Mundo Intra-Uterino - Esse período é fundamental para o desenvolvimento do corpo e de suas funções. As experiências que o embrião e o feto passam dentro do útero materno tem um grande poder de desenvolver mecanismos epigenéticos. Podem bloquear a herança epigenética recebida de seus pais e criar novas dinâmicas. O campo emocional da mãe, assim como seus pensamentos, sentimentos e atitudes afetam essa criança e determina mecanismos que serão utilizados por toda a vida, e que também poderão passar para as futuras gerações.
  3. Experiências de Vida - Infância - as principais experiências que a criança passa até os 7 anos de idade afetam profundamente os mecanismos epigenéticos. É nesse período que a criança aprende a dar um significado a si mesma, aos relacionamentos familiares, aos referenciais de vida e aprender a tomar decisões.  Essa fase é extremamente importante para a preparação do indivíduo seguir para a vida e levar a família para o futuro.
  4. Relação Adulto-Criança - no desenvolvimento do ser humano a função adulta se consolida e pode promover mudanças importantes nos mecanismos epigenéticos, quando a função adulta é capaz de cuidar da sua criança interna e dar a ela as dinâmicas saudáveis que não recebeu nas fases anteriores. Quando a consciência adulta é capaz de identificar a realidade dos emaranhamentos familiares, dos conflitos maternos e dos traumas infantis, o indivíduo ganha o poder de alterar de forma positiva e saudável os mecanismos epigenéticos.

      Como você deve ter percebido, os mecanismos epigenéticos são volúveis e passíveis de mudanças. As dinâmicas mais antigas podem ser alteradas pelas mais atuais. Quanto mais uma pessoa se torna adulta, e consequentemente responsável por si mesma, sabendo como conduzir a vida para dinâmicas mais saudáveis, ela ganha o grande poder de curar a si mesma, transmitindo aos seus relacionamentos e também para as próximas gerações.

      Portanto, um indivíduo pode se tornar um reprodutor de dinâmicas doentias do passado. Mas pode também, desenvolver um grau de consciência adequado, tornando-se um elemento de cura para si mesmo e para todos os sistemas aos quais pertence.

      Para os profissionais da saúde, que tem como missão ajudar as pessoas a se tornarem mais saudáveis, esse conhecimento traz recursos diagnósticos e terapêuticos que permitem resultados mais precisos, duradouros e eficientes.

      Hipócrates, o pai da Medicina (300 aC), já falava que o mais importante não era ver a doença e sim o doente. Para ele, a função do médico seria ajudar o doente a desbloquear o seu próprio poder de cura. O doente precisava retornar a natureza e seguir suas leis e quando isso acontecia, o doente encontrava o caminho da cura.  Hipócrates não sabia da epigenética como ciência, mas já compreendia os mecanismos essenciais que essa ciência nos revela hoje.

      A abordagem da Consciência Sistêmica integra os princípios da medicina, da psicossomática, psicoterapia corporal Neo Reichiana, do coaching sistêmico, da terapia sistêmica de Bert Hellinger, da física quântica, da neurociência, da embriologia e da epigenética. A poderosa ferramenta da constelação sistêmica, com a base teórica da Consciência Sistêmica, se tornou extremamente eficiente para trabalhar com as quatro dinâmicas descritas acima sobre a epigenética. 

      Um constelador preparado e consciente sabe como conduzir esse trabalho e como chegar nesse nível de cura. Mas, se a constelação não for bem conduzida, seus resultados podem ser razoáveis, nulos ou até prejudicar ainda mais o cliente. Parafraseando Hipócrates, o importante não é a constelação e sim o constelador.   Um bisturi nas mãos de um bom cirurgião pode fazer milagres, mas nas mãos de curiosos, pode destruir vidas.

      E como vimos na epigenética, quando trabalhamos com uma pessoa, na realidade, estamos trabalhando com vários sistemas e futuras gerações.

      Quanto mais poderosa é a técnica, requer profissionais bem preparados e conscientes para utilizá-la com criatividade, potência e sabedoria.

      Você é uma pessoa com problemas que ainda não encontrou soluções adequadas?

      Você é um profissional e quer ampliar sua atividade e realmente ajudar seus clientes a encontrar soluções sistêmicas efetivas e rápidas?

      A Consciência Sistêmica pode ser aquilo que você tanto procura.  Nosso compromisso é tirar as pessoas e os sistemas do sofrimento e conduzi-los para uma dimensão muito mais saudável. 

      Será um prazer ter você conosco nessa maravilhosa aventura da vida.

      Agora você pode continuar como uma vítima infantil, ou se tornar adulto e utilizar o seu poder de cura a seu favor.

      Hoje você tem consciência de que é possível e que só depende de você.



Conheça mais sobre o Dr Fernando Freitas e os conferencistas nacionais e internacionais, do 3º Congresso Nacional e 1º Congresso Internacional de Constelação Sistêmica do Ibracs.

Acesse: https://www.congressoconstelacao.com.br/