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08/10/2020 - Leitura Corporal

Você ouve o que o seu corpo “fala”?

Por: Dr Fernando de Freitas


O corpo registra a história de vida do indivíduo. Uma pessoa capacitada, só de olhar para um corpo será capaz de obter informações que aconteceram no mundo intrauterino e na infância, e como isso moldou o indivíduo para a vida. Mas não é só isso, também é possível reconhecer quais as dinâmicas ou armadilhas são originárias das feridas emocionais das pessoas. Para um terapeuta, esse conhecimento é fundamental e muito complementar, porque um olhar sistêmico exige as leituras corporais dos indivíduos, para fazer um diagnóstico e tratamento. E essa base teórica permite ao terapeuta saber de antemão, por onde ir diante dos diferentes tipos de pessoas. Essa ciência nos informa como o corpo vai sendo formado e como ele se constrói geneticamente, desde o encontro dos espermatozoides com o óvulo, até as fases do desenvolvimento. Pode acreditar, tem muitas coisas importantes nesses processos, que influenciarão o comportamento das pessoas.


O mundo intrauterino é muito importante e o que chamamos de afetos intrauterinos, vai moldar e construir o corpo. Quem entende desse assunto, quando se depara com um uma criança recém nascida, tem condições de reconhecer muitas dinâmicas que aconteceram dentro do período da gravidez, já que o mundo emocional da mãe durante a gravidez, influencia na formação do corpo.

Outro fator importante, é que a infância atua diretamente no desenvolvimento do corpo, já que é uma fase onde o indivíduo está se conectando com o mundo, e sendo assim, o seu pensar, sentir e agir está também em formação. É nesta fase que as emoções básicas estão sendo geradas. Este estudo é muito amplo. A análise corporal pode até ajudar na orientação vocacional de uma pessoa, porque o corpo pode oferecer informações dos seus dons e talentos.

A análise corporal nos oferece condições de compreender a linguagem não verbal, nas comunicações. Isso porque normalmente as pessoas falam alguma coisa, mas o corpo fala outra. Existem duas histórias: a que a boca conta e a que o corpo conta.




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